22 de junho de 2017

Admiração é um sentimento nobre


Não há nada como admirar alguém. Pensa comigo: gostar é tão fácil, basta simpatizar com a pessoa e pronto, já podemos dizer que gostamos. Amar implica em conhecer melhor esse alguém e desenvolver um sentimento mais profundo, onde até os defeitos são dignos do nosso afeto. Agora admirar é outro nível. Admiração não é só gostar, não é só amar, é ter um sentimento que enaltece a pessoa em questão, é coloca-la em um pedestal bem alto. É expressar sincero respeito, é veneração pura, é sensação de êxtase com a pessoa. É um sentimento nobre!

Não admiramos quem não nos inspira e, para nos inspirar, a pessoa tem que ter tido sucesso em alguma coisa. Isso não significa que ela precisa ter conquistado alto poder aquisitivo, ter o carro do ano ou possuir um iate para usar em sua ilha particular. Às vezes sucesso é passar em uma prova para a qual a pessoa perdeu noites estudando; ou pode ser juntar as moedinhas que encontra pela casa e ver que, no final do dia, se tem dinheiro suficiente para comprar pão pra família toda. Admiração é uma sensação grande, quase santa, mas nem sempre precisamos de motivos imensos para nutrir esse sentimento por alguém – até por que, estamos cansados de saber, as maiores riquezas residem em pequenos detalhes

Ao mesmo tempo em que admiramos também queremos ser admirados. Uma matéria do Correio Braziliense fala sobre uma pesquisa que associa esse sentimento com aquilo que compartilhamos na internet. Sabia que quando decidimos compartilhar um post, seja ele texto ou imagem, acionamos uma parte do cérebro que tem o desejo de despertar a admiração alheia? Ou seja, nós queremos ser admirados pela nossa opinião, o que não me parece grande novidade, mas esse estudo talvez possa explicar aquela velha história de compartilharmos apenas os momentos bons no Instagram. Não queremos expor nossas dificuldades e sim nossas vitórias, isso atrai mais as pessoas e causa maior comoção – logo, é mais fácil de conquistarmos a admiração dos outros. 
 
Só não se esqueça que ninguém é perfeito, então, independente de quem seja seu alvo de admiração, com certeza essa pessoa possui defeitos. E tudo bem! Não conheceríamos o bom se nunca tivéssemos experimentado o ruim, certo? 
 
Esse post faz parte do Desafio Imagem/Palavra do grupo Interative-se!
Desafio Imagem/Palavra do grupo Interative-se!

19 de junho de 2017

Apanhado de Links #14

Apanhado de Links


  1. Vocês já viram a página do Facebook chamada “Mônicas deformadas em muros de escolinhas”? Pois é, a versão original da Mônica, pasmem, não era tão diferente de muitos desenhos encontrados por lá. “Conheça a primeira versão de 8 desenhos animados famosos” e agradeça aos céus pelos desenhistas terem desenvolvido melhor seus traços – ou teríamos crescidos mais traumatizados com o Pernalonga, por exemplo.
  2. Postei aqui sobre como Grace and Frankie é uma série com questões pertinentes a serem debatidas, onde também expressei meu amor pela personagem Brianna. Veja aqui “17 frases que provam que Brianna é a rainha de Grace and Frankie (17 Quotes That Prove Brianna Is The Queen Of Grace And Frankie)”.
  3. Eu sou adepta de MUITO brilho, mas muito brilho mesmo, seja às seis da manhã ou às onze da noite. Se você ainda sente medo de usar glitter, paetês, estampas holográficas ou metalizados, confira o artigo “Aprenda a usar brilho de dia” da maravilhosa consultora de estilo Erica Minchin.
  4. Esse post do Killian’s Blog sobre “Bowie, o artista visual” é do início de 2016 mas é tão lindo que preciso compartilhar! Com pequenas análises de algumas capas de discos ♥
  5. Outro post pelo qual me apaixonei foi “Os pequenos detalhes do amor por Philippa Rice”, do blog Florescência. Não conhecia essa artista e os traços dela me encantaram.
  6. E para reflexão tem esse post chamado “A Pele que Habito”, da Louie Louie, onde ela fala sobre o aprisionamento da maquiagem. Tá recheado de mina maravilhosa dando depoimento! Foi libertador ler esse conteúdo.
  7. Tá precisando de uma dica para ler autoras mulheres? Então você precisa desse link: “Este teste vai revelar o livro que você deve começar a ler agora
  8. Não me ligue, mande mensagem” é o tipo de texto que eu gostaria de mandar para todo mundo que usa o telefone! Eu não gosto de ter que falar com alguém no momento que a pessoa quer, como as ligações nos obrigam. Claro que em determinados casos, o mais fácil é mesmo falar ao telefone (situações de trabalho ou com muita urgência, por exemplo), mas na maioria das vezes a ligação é dispensável e pode ser substituída por uma mensagem.
  9. Tristes dados que provam que nós mulheres ainda enxergamos o próprio corpo com desdém: “Como As Mulheres Realmente Enxergam Os Corpos Femininos”.
  10. Sou evangélica, feminista e digo: as duas coisas podem sim andar juntas" é um relato interessante que relaciona feminismo e religião. Eu, enquanto protestante, sempre tive muitas dúvidas com essas questões e confesso que ainda não pesquisei o suficiente para dar uma opinião, mas ler esse texto foi como receber um abraço acolhedor.
  11. Acompanhei Rockstory desde que a novela lançou na Globo porque história de amor + música + personagens que trabalham nesse ramo me parecia o combo perfeito para uma trama. E realmente foi uma novela muito bem feita, com personagens bem desenvolvidos. Gostei especialmente de uma cena que comentei no Twitter, da falsa morte do personagem Alex, fazendo referência ao personagem Léo de Insensato Coração com a frase “pronto, morri”. Meu tweet foi curtido pelo próprio Caio Paduan (ator que interpretou o vilão!) – fiquei feliz será? Imagina, né? Só que, por mais que seja uma excelente história, a novela pecou em alguns aspectos no que diz respeito à representatividade da mulher. O texto “Rock Story: uma novela moderninha, mas nem tanto” discorre sobre isso.
  12. Eu já falei tantas vezes na vida sobre Jornalismo na TV e sua relação com a moda que acho até batido voltar nesse tema. Mas no início do mês a jornalista Renata Vasconcellos usou um quimono na chamada do Jornal Nacional que causou alvoroço nas redes sociais (você pode entender no texto “Polêmica: consultoras de moda opinam sobre o quimono de Renata Vasconcellos no JN”). No telejornalismo o que tem que chamar a atenção é a notícia e não a roupa do apresentador. Por isso, Renata não deveria ter usado o tal quimono: a peça é tendência sim, mas ela pode optar por usar esse traje fora das telinhas. Quando se é jornalista de TV, é preciso evitar roupas chamativas, porque o nosso produto alí é a notícia e nada pode chamar mais atenção do que ela. Enquanto jornalista e produtora de moda, eu adoraria defender a peça na TV, mas sei que ambas as coisas não casam... no ambiente de trabalho, é preciso seguir certas regras.
  13. Fotos raras de moda em revistas antigas do Irã no artigo “Como as iranianas vestiam-se antes da revolução islâmica, na década de 70? Surpreenda-se!”.
  14. Quem aí gosta de coisas antigas? A gente não faz ideia das preciosidades que os donos e trabalhadores de sebos encontram dentro do livros! Emocione-se junto comigo com a reportagem "Donos de sebos revelam objetos raros encontrados dentro de livros antigos".
UFA, agora acabaram-se os links! Acumulei muito no último mês. Contem pra mim se vocês gostam de posts assim, com curadoria de links, porque eu amo fazer e adoro receber esse tipo de dica (aliás, se tiver recomendação de links, me mandem também! \o/). Beijos e até a próxima!

16 de junho de 2017

Projeto de Escrita Mensal: 3 posts

Projeto de Escrita Mensal 2017






Eu entrei só agora para o Projeto de Escrita Mensal do grupo Universo Alternativo, criado pela Jaqueline do blog 4sphyxi4. Sei que são seis meses de atraso, mas não tem como não participar de um projeto lindo desses! Nesse mês, as blogueiras participantes estão listando três postagens antigas preferidas do blog. Aqui estão as minhas:

 1 – “Eu nunca comprei um cachorro” é um post de 2014 que eu amo e é muito atual na minha vida! Nele conto sobre os cachorros que tive na vida, até a história do Pink, meu irmão de quatro patas que está comigo até hoje! ♥ Continuo apoiando a adoção de animais e, embora eu ache que os animaizinhos vendidos em loja também mereçam um lar, ainda bato na tecla de que temos que incentivar mais a adoção em vez da compra. 
2 – “A Moda e o Corpo” é outro post de 2014 onde cito alguns links daquele ano que envolvem o universo da vestimenta e o corpo que o usufrui. Minhas ideias sobre o vestir estavam se formando nessa época para o pensamento que tenho hoje, de que devemos usar aquilo que nos faz bem, nos traz conforto e nos representa e não aquilo que a indústria diz que se deve usar. No texto, critico um vídeo de Regina Guerreiro, falo sobre vestir roupas por dinheiro e não para se expressar e ressalto como devemos nos amar e nos entender e usarmos a moda ao nosso favor. Sabe aquele clichê de que “a roupa deve vestir você e não você vestir a roupa?”, pois é, acredito muito nisso! 

3 – Ainda nessa de defender que a moda deve nos vestir e não ao contrário, escrevi em 2016 sobre “As incoerências de mercado e o jogo com a autoestima”. Nele falo como a indústria da moda ignora o mercado (crescente e promissor) das plus size. Em contrapartida, mostro como a indústria de cosméticos ganha em cima da nossa baixa autoestima, nos vendendo um corpo "ideal" e inalcançável. No texto trago dados estatísticos para refletirmos sobre isso. 

Então esses são os meus posts preferidos ♥. Espero que gostem!

Outros blogs participantes:
4sphyxi4
Fala Tef
Relíquias da Lara
Lady Dark's
A Guria de Moletom
Calaverrritas
 

15 de junho de 2017

Martha Woods, a assassina de bebês

A história de Martha Woods é contada no terceiro capítulo do livro O Segredo dos Corpos
A história de Martha Woods é contada no terceiro capítulo do livro O Segredo dos Corpos. Na imagem podemos ver a lápide em forma de coração do pequeno Paul Woods.







Imagine uma mãe dedicada de duas crianças adotadas – Judy, de dois anos e Paul de apenas cinco meses -, esposa do terceiro-sargento do Exército Harry Woods, moradora de Maryland nos Estados Unidos. Essa mulher já tinha passado pela perda de outros três filhos biológicos, que morreram enquanto ainda eram bebês – todos por problemas de respiração. Para completar seu sofrimento, ela passou por 10 abortos não desejados durante sua vida. Isso tudo, com apenas 40 anos de idade! Seu amor por crianças era notório, se oferecia para cuidar dos filhos pequenos de amigos para que eles pudessem fazer suas atividades tranquilamente. Também trabalhou em uma clínica para crianças deficientes mentais com idades entre seis e nove anos, auxiliando nos cuidados que elas precisavam. Esse aparentemente exemplo de pessoa atendia pelo nome de Martha Woods. Inexplicavelmente, muitas crianças sofreram problemas respiratórios enquanto estavam ao lado dela. Mas a "boa" mulher conseguiu levar todas para o hospital na tentativa de salvá-las.

Quem conviveu com essa pessoa e, aposto, que até você leitor desse texto, não conseguiu imaginar a capacidade de cometer atrocidades que Martha tinha. Ao longo de sua vida, foi acusada de matar sete crianças: seus três filhos biológicos, um de seus filhos adotivos, dois sobrinhos e o filho de um vizinho. Além das mortes, Martha também sufocou mais crianças, que escaparam da terrível morte por asfixia. Durante 23 anos de sua vida Martha não parou de sufocar bebês e durante 23 anos ninguém suspeitou dela.

Seu filho adotado Paul foi levado pela primeira vez para o hospital com cianose (quando a pessoa adquire uma coloração arroxeada, por causa da falta de oxigênio no sangue) quando completava um mês na casa de Martha e Harry. A partir daí, embora os médicos não encontrassem nenhum problema de saúde, a pequena criança apareceria diversas vezes na emergência do hospital, até não suportar mais e perder sua jovem vida. Com apenas sete meses e 21 dias de idade, Paul foi privado desse mundo por sua própria mãe. Judy, a filha mais velha, também apresentou sintomas de cianose várias vezes enquanto esteve com Martha. A família mórmon que a adotou depois disso garante que nunca mais, depois de que foi retirada dos cuidados dos Woods, apresentou problemas na respiração. A nova mãe da garotinha contou que, certa vez, Judy colocou as pequenas mãos em volta da boca e do nariz de outra criança, na esperança de acalmá-la, provavelmente por influência das atitudes de Martha.

Outras pequenas vítimas


Woods também foi a responsável pela morte de Johnny, seu sobrinho de três anos de idade, filho de sua irmã Betty, e Lillie Marie, também sua sobrinha, de um ano e dois meses, filha de seu irmão Paul Stewart. Ela também tentou sufocar Paul Stanley, seu outro sobrinho recém-nascido, filho de sua irmã mais nova Margaret. Martha não só prestou todos os atendimentos necessários após tentar asfixiar o bebê, como, já no hospital, improvisou com um copo plástico uma gambiarra para encaixar o tubo de oxigênio, adaptando-o para o recém-nascido, que o permitiu voltar a respirar.

Marlan Rash, de um ano e seis meses, foi outra de suas vítimas. Filho de um mecânico militar, a criança ficou aos cuidados de Martha várias vezes. Em três delas, teve episódios de cianose, mas a última foi fatal. Mais um filho de militar, o pequeno Eddie de também um ano e meio, foi outro que teve cianose enquanto estava sob a tutela de Martha. Felizmente, ele sobreviveu. Logo em seguida, o casal Woods adotou Paul e foi com ele que as suspeitas de homicídio caíram finalmente sobre Martha. Ela seria obrigada, pela justiça, a parar de sufocar bebês. Foi presa em 1972 condenada à prisão perpétua e morreu em 2002, ainda na cadeia.

Não se sabe o que levou Martha a matar todas essas crianças e a sufocar muitas outras. Suspeita-se que ela queria chamar a atenção e bancar a heroína. Conheci a história dessa mulher no livro “O Segredo dos Corpos”, da editora DarkSide Books, através da escrita do Dr. Vicent Di Maio, médico responsável pela necropsia de Paul Woods e importante testemunha de acusação contra Martha Woods.